Integridade Mediante Acusadores

Eu tenho lindos arbustos de rosas em frente da minha casa. Eu tento cuidar deles o melhor possível, aguando e podando quando necessário. Acho que já falei antes que jardinagem não é uma das minhas habilidades naturais (meu esposo e minha mãe podem atestar quanto a isto), mas eu amo plantas. No clima tropical da Califórnia, eu posso desfrutar da beleza e perfume das rosas praticamente o ano inteiro. Então, no alvo de manter os arbustos saudáveis, eu faço o máximo que posso. A algumas semanas atrás eu notei umas plantinnhas nascendo ao redor dos pés das roseiras. Por alguns dias achei que era grama. Até  que minha mãe veio me fazer uma visita e me disse que na verdade o que eu achava que era grama eram ervas daninhas. Eu tinha que arrancar-las porque elas roubavam minerais do solo que era destinada às roseiras. Sem contar que podem também trazer doenças as plantas que desejamos. Revestida com este conhecimento, eu passei a cuidar das rosas mas também cuidar do solo ao seu redor, eliminando as ervas daninhas assim que mostravam qualquer sinal de vida. O engraçado é que essas plantinhas indesejadas são extremamente resilientes. Quase todo dia eu achava uma erva daninha tentando tomar espaço e fazer do pé das roseiras sua morada permanente.

Em um desses dias ensolarados eu estava fazendo meu estudo bíblico e me coloquei a pensar: Por que Jó tolerou os seus amigos durante todo aquele tempo? Ele não podia simplesmente dizer:”Muito obrigado vocês terem vindo se enlutar comigo, mas acho que eu gostaria de um tempo a sós agora. Podem voltar para as suas casas”. Eu sei que eu na posição dele não teria hesitado de fazer exatamente isso. Ninguém quer ficar próximo daquilo que lhe faz mal, que lhe traz prejuízos, ou que lhe acrescenta dor sobre dor. Mas Jó tolerou seus “amigos” lhe fazendo um batalhão de acusações que não pareciam ter fim. Ao invés de gastar sua energia e tempo para se recuperar fisicamente, espiritualmente e mentalmente, Jó estava gastando os seus dias se defendendo e tentando mostrar aos seu amigos que ele era íntegro e temia a Deus. Mas como as ervas daninhas que insistem em voltar a brotar no meu jardim, assim eram os amigos de Jó, roubando sua força.

Isso me fascinou, me surpreendeu, e me levou a olhar na minha própria vida e ver como eu havia reagido a acusações de “amigos” bem intencionados. Eu confesso que houve momentos em minha vida que a atitude que tomei mediante a atitude precipitada e mal intencionada das pessoas foi a do silêncio, mas houve momentos que eu fiquei com raiva, frustrada e amargurada. Naquele momento de dor eu me afastei das pessoas e até murmurei. Estes são momentos da minha vida que me envergonho e luto para não repetí-los. Jó contudo nos ensina um caminho mais excelente. Ele ficou firme em suas convicções, afinal sabia das suas ações é conhecida as intenções do seu coração. Ele tinha firmeza na sua fé e temor a Deus. Ele não sabia o porque da sua tribulação, mas continuou declarando sua submissão a Deus e a sua vontade. Ele manteu sua integridade diante dos acusadores.

Sabe de uma coisa? Nenhuma planta daninha conseguiu roubar a beleza das minhas rosas. Mas elas continuam tentando.

Assim é o inimigo das nossas almas. Ele quer não só roubar a beleza do nosso testemunho, como também matar os sonhos de Deus para as nossas vidas, e destruir os plano de vitória que Deus tem para cada um de nós. É muito fácil nós olharmos para os amigos de Jó como os vilões da história. Afinal, não eram eles fazendo todas aquelas acusações infundadas? Na nossa vida temos que lembrar que o verdadeiro vilão é o Diabo. A Bíblia nos ensina claramente que a nossa luta não é contra as pessoas. A nossa luta acontece num amplo espiritual, onde os principados e protestados estão a trabalhar dia e noite buscando a sua próxima vítima. Temos que lembrar que nosso irmão/irmã da igreja não é nosso inimigo. Nosso vizinho não é nosso inimigo. Seus familiares não são seus inimigos. O nosso inimigo é Satanás e seus anjos. Eles sim estão em busca da nossa destruição.

Quanto às pessoas que se deixam ser usadas pelo inimigo para nos trazer prejuízo, temos que colocar-las nas mãos de Deus. A Bíblia nos ensina a orarmos por nossos inimigos e por aqueles que nos perseguem. Mateus 5:44 diz: “Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”.

Não fomos chamados para amaldiçoar a ninguém, mas pra abençoar e amar.

Às vezes tentamos justificar as nossas atitudes e palavras vingativas, e há aqueles que querem usar até a própria Bíblia. Mas não existe justificativa bíblica para um espírito vingativo. A Palavra diz em Romanos 12:19
“Amados, jamais procurai vingar-vos a vós mesmos, mas entregai a ira a Deus, pois está escrito: “Minha é a vingança! Eu retribuirei”, declarou o Senhor.” E também em Tiago 1:20 diz: “Porque a ira do homen não opera a justiça de Deus.” Não é fácil sofremos acusações falsas, principalmente de pessoas achegadas a nós.

Mas cuidemos para não transformar de um momento de aprendizado um momento de guerra.

O final da história de Jó nos mostra como Deus usou a sua atitude mediante seus acusadores para mudar as suas circunstâncias. Jó 42:10 – E o SENHOR virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o SENHOR acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía.

Que isso também seja realidade em nossas vidas.

Deus as abençoe,

AQUILA

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